Posts filed under ‘Governo’

e-lixo: Projeto de lei prevê que fabricantes e importadores sejam responsáveis pelo descarte de produtos eletro-eletrônicos

Em Novembro/07, postei aqui um artigo falando sobre a reciclagem de computadores. Hoje, o TI Inside publica reportagem sobre o projeto de lei do deputado Carlos Bezerra, que transfere para produtores e importadores a responsabilidade pelo descarte de produtos eletro-eletrônicos.

O fabricante/importador teria que conseguir aprovação de um plano de coleta/reciclagem/descarte na autoridade ambiental competente antes de vender/importar o produto.

É uma excelente notícia. Vamos torcer para que o projeto seja aprovado.

Anúncios

30, janeiro, 2008 at 2:24 pm Deixe um comentário

XO: O notebook de cem dólares

Decidi prestar uma homenagem ao OLPC (One Laptop per Child) e contar um pouco sobre esse projeto. Como isso acontece fora do Brasil, muita gente não está bem informada a respeito, então, esse vai ser um post bem básico.

Resumindo: Nicholas Negroponte fundou uma ONG, chamada One Laptop per Child, cuja missão é promover a educação através da informática em todas as partes do mundo. Para isso, ele idealizou um computador portátil, batizado de XO que deveria custar US$100 e que permitiria que qualquer criança no planeta tivesse acesso à tecnologia. Segundo Negroponte, em uma das suas frases inspiradas, “É um projeto de educação, não é o projeto de um laptop”.

Sem contar o aspecto social do projeto, a tecnologia do aparelho já é de encher os olhos.

O processador é um AMD de 433Mhz. O interessante é que não há disco rígido. Como uma das premissas do projeto é que o equipamento seja robusto, as partes móveis foram suprimidas. Um flash drive de 1Gb faz as vezes de disco. O micro ainda tem 256Mb de memória. A tela é fantástica: 7,5 polegadas com a incrível resolução de 1200×900 pixels (acima de um notebook “normal”), resultando em uma densidade de 200 pontos por polegada. Além disso, a tela possui um modo monocromático para poupar energia e ter maior visibilidade em ambientes externos (pois faz parte do projeto a idéia de que o equipamento sirva de suporte para comunidades que não têm salas de aula fechadas).

A placa de rede é interessantíssima: além de ter um alcance maior que as placas dos outros computadores, ela suporta o protocolo 802.11s (Mesh), novidade sensacional. Com ela, os micros entram em rede permitindo compartilhamento de recursos. Um laptop no meio do caminho, mesmo desligado, serve de ponte para que outros dois possam se conectar. Ou seja, se um micro tem conexão à internet, outros que estejam em rede podem navegar juntos. Da mesma forma, podem desenhar juntos, escrever juntos. Um convite à integração.

A interface redefine a metáfora atual que temos de uso de um computador. É totalmente diferente e intuitiva. É gráfica, para que mesmo quem não sabe ler ainda possa usar e  permite visualizar os laptops em rede para saber quem está trabalhando junto em alguma tarefa. É possível navegar na internet e inserir comentários junto com outros usuários.

Quanto ao consumo de energia, o XO consome menos de 2W, um décimo de um notebook normal. O consumo de energia é considerado crítico, pois o projeto prevê que ele possa ser usado onde não exista eletricidade. Para isso, Negroponte idealizou uma manivela para permitir recarregar a bateria mecanicamente. A manivela ainda não foi viabilizada, mas o projeto persegue uma forma alternativa de energia para o equipamento.

Nos atuais níveis de produção, o custo do XO ainda não atingiu os US$100, está no dobro disso. No site do projeto é possível doar o equipamento para alguém em alguma região alvo do projeto (você pode escolher o lugar para onde vai a sua doação) usando Paypall.

Dificilmente se vê uma iniciativa tão comovente, bem intencionada, inovadora e promissora como o OLPC. Se você não pode contribuir, pelo menos visite o site. No mínimo você vai ver o mundo com outros olhos.

23, janeiro, 2008 at 9:30 am Deixe um comentário

Alternativas para a inclusão digital

Segundo a Fundação Getúlio Vargas, o Brasil possui 40 milhões de computadores e, de acordo com o Ibope/Netratings, 18 milhões de pessoas acessam a internet de casa. Ou seja, a grande maioria da população brasileira não usa computadores, não navega na internet, não tem email e não faz compras online. Apesar dos esforços do governo para popularização dos PCs, incluindo datacentros e redução de impostos, está claro que a inclusão digital ainda tem um longo caminho pela frente. O mercado das pessoas conectadas está restrito à população de alta renda dos grandes centros.

Por outro lado, temos 105 milhões de usuários de aparelhos celulares (números de Junho/07 da Anatel), sendo que mais de 60% deles possuem renda inferior a R$500,00/mês (pesquisa da Vivo). A exemplo de outros países em desenvolvimento como a Índia, o celular é uma ótima oportunidade de se reduzir o gap de conhecimento tecnológico da população. Infelizmente, apenas 7% do que se gasta na conta de celular é relativo a dados. Um dos principais motivos é o custo. O megabyte trafegado pelo celular custa em torno de R$7,00 e um SMS sai por volta de US$0,15. Uma pesquisa da UIT analisou o custo do SMS em 186 países. O Brasil ficou em 151° lugar! Não por coincidência, na Venezuela, onde o SMS custa cerca de US$0,04, cada celular envia por mês 140 mensagens. Aqui, esse número não passa de 6. Uma ação para redução desses custos abriria as portas da internet para dezenas de milhões de brasileiros e, de quebra, tornaria acessível às empresas uma legião de consumidores.

Soluções de SMS-Business são um promissor gerador de negócios. Promoções via celular (Bolão do Faustão, Dá-dá-dá) já mostraram a eficiência desse canal. Bancos já começam a se mexer, criando serviços de mobile banking e mobile payments. O consumidor está aí, conectado o tempo todo, ainda sem saber direito o que fazer com todos os botões e funções de seu aparelho. Quem se habilita a ensiná-lo?

Se você gosta desse tipo de estatística, visite a página de índices do IDGNow. Boa parte do que está escrito aqui veio de lá.
Para saber mais sobre o mercado de telefonia celular, viste o Teleco e o UCel.

11, julho, 2007 at 10:29 pm 1 comentário

A saga para vender um carro usado

Vender um carro usado está mais difícil. Teoricamente mais seguro, mas certamente mais confuso. A PORTARIA DETRAN Nº 2000, DE 07 DE NOVEMBRO DE 2006 e a Resolução CONTRAN n° 199, de 25 de agosto de 2006 determinam que agora, além do decalque do chassis, é necessário decalque do número do motor do veículo. O conceito é perfeito. O Detran tem um cadastro da numeração do motor e daí basta verificar se a numeração bate para inibir o comércio de motores adquiridos de forma ilícita.

Mas daí chegam as complicações…

1. Na maioria dos carros, não é possível tirar um decalque do motor. A legislação pensou nisso e permite que, ao invés de decalque, seja fornecida foto da numeração.

2. Nem todos os motores têm a numeração acessível ou padronizada. Talvez dois carros do mesmo ano e modelo tenham a numeração do motor gravada em locais diferentes. Hummm… Pode dar trabalho achar a gravação sozinho (no meu caso foi preciso levantar o carro e usar uma lanterna).

3. E para alguns carros, você precisa tirar o filtro de ar para acessar a tal numeração.

4. Pior ainda: tem gente que não acha a numeração do seu motor. No Google existem milhares de mensagens de pessoas desesperadas.

5. Carros mais antigos simplesmente não têm numeração. Nesse caso, você pode fazer uma declaração de próprio punho (veja) se responsabilizando pela origem do motor e o Detran vai determinar que seja feita uma gravação nova.

6. Em alguns casos a numeração do motor não bate com o cadastro do Detran, ainda que você tenha certeza que o motor é original. Nesse caso, é preciso entrar em contato com a montadora (através do 0800) e solicitar uma carta-laudo que contém a numeração original do motor do carro.

7. Em outros casos (esse foi o meu) a numeração está perfeita, mas o padrão de gravação não bate. A concessionária para a qual eu estou vendendo o carro indicou uma empresa para fazer a perícia que chegou à conclusão que a gravação não era original. A gravação do meu carro deveria ser em pontos (primeira foto abaixo) e a do meu carro é reta (segunda foto). Foi uma briga para conseguir que alterassem o laudo para “aprovado”.

Hoje, antes de vender o carro, é importante verificar se a numeração do motor está OK, sob risco de não conseguir entregar o carro. Antes era só ir ao cartório assinar o documento. Agora, a venda pode dar uma dor de cabeça e, na maioria dos casos, não por culpa do proprietário. E prepare-se para gastar de R$30 a R$100 para conseguir a foto, provavelmente com um laudo que você não faz a menor questão de tirar.
ponto.jpg

traco.jpg

4, julho, 2007 at 7:08 pm 11 comentários


Cadê o texto que eu vi aquele dia?

dezembro 2017
S T Q Q S S D
« out    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

Alguns links....

RSS Um pouco de tudo

  • Ocorreu um erro. É provável que o feed esteja indisponível. Tente mais tarde.

Feeds

Blog Stats

  • 36,712 hits