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Quando o iPhone for desbloqueado

O BlogWindows postou um vídeo do Youtube com uma análise irônica do iPhone, mostrando algumas de suas limitações. O Blog gadget lab divulgou hoje que grupos de hackers estão próximos de desbloquear o iPhone. De fato, se você visitar o site iPhone dev wiki vai encontrar uma sopa de letrinhas que os ‘desenvolvedores’ estão trocando. Entre as palavras que qualquer um vai conseguir entender, está que o objetivo do site é ‘encontrar funcionalidades adicionais para o iPhone, (legitimamente) habilitando suas capacidades potenciais’. Entre as ‘capacidades potenciais’ está a ‘melhoria na compatibilidade’. Achei de um humor muito fino.

Por outro lado, semana passada só se falava das pessoas na fila para comprar o seu brinquedo novo. E hoje pela manhã se noticiava que meio milhão de iPhones foram vendidos na estréia.

Tentei encaixar tudo isso… O que leva alguém a ficar na fila para comprar um aparelho que vai estar a venda na internet? O que leva tanta gente a gastar de 500 a 600 dólares nele? Para mim, boa parte da motivação vem da admiração pela empresa da maçã mordida. Não resta dúvida que a Apple tem desenvolvido produtos que atingiram em cheio o gosto da população. Mas esse desespero em se conseguir desbloquear o iPhone me soa preocupante. Por que querer tanto burlar um produto tão admirado? Porque os consumidores se sentiram afrontados pelas limitações que a própria Apple criou para o iPhone. Todos querem exibir o seu, mas sentem-se reféns e pode começar a pairar sobre a empresa uma sombra negativa. A Apple se porta como o menino rico, dono da bola, que exige que o primo AT&T seja o centro-avante. Começa a parecer mais arrogante do que marcas como o Google.

Talvez nada demais aconteça quando o iPhone for desbloqueado. Provavelmente só alguns geeks vão ter um assim. Mas a Apple arrisca arranhar sua imagem colocando um ponto de interrogação na cabeça do seu público.

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2, julho, 2007 at 9:22 pm 3 comentários

Long Tail, a Web 2.0, links patrocinados e como você vai ficar rico (ou pelo menos conhecido)

Provavelmente você não vai ficar rico por ler esse texto, mas talvez desde a bolha da internet há alguns anos, quando uma idéia ‘brilhante’ poderia render alguns milhões de dólares de investidores externos, nunca foi tão fácil expor-se (e talvez ganhar algum dinheiro) na internet.

Vivemos a Web 2.0, uma das expressões da moda, ou melhor, uma buzzword. Quer dizer, simplesmente, que agora as pessoas geram conteúdo na internet. Antigamente, os portais geravam conteúdo e todos liam. Hoje todo mundo (potencialmente) gera conteúdo. Será? Bem, considera-se conteúdo a sua página do Orkut, os seus vídeos do Youtube, o seu blog (você ainda não tem???) e coisas assim. Uma conclusão possível é que a internet nunca esteve tão atolada de lixo virtual. Outra forma, é enxergar através do prisma da Long Tail, outra buzzword. Para quem não sabe, a Long Tail é um princípio que reza que, para determinadas situações, itens de baixa popularidade, juntos, constituem a maior parte da audiência. Veja o gráfico abaixo. Exemplos existem aos montes.

O mais famoso é o da Amazon.com. A maior parte da receita do site vem de itens que estão longe de serem os mais vendidos. Isso é possível porque, com o grande alcance que a internet atingiu, o ‘lixo virtual’ de que tratamos há pouco, para determinados grupos, ou clusters, ganha relevância. E o baixo custo da tecnologia, da publicidade, da armazenagem, etc., permite que sua criação ganhe espaço. Uma locadora de filmes não pode se dar ao luxo de desperdiçar espaço nas suas prateleiras com algum filme velho que não fez muito sucesso; mas para uma locadora virtual, esse custo é desprezível.

Digamos que você tem uma certa quantidade de capas plásticas para discos de vinil. A chance de você vendê-las no comércio tradicional é muito baixa. Mas, se você anunciá-las no Mercado Livre, talvez tenha sucesso, por um custo muito baixo. Na verdade, alguém já vendeu 31 pacotes dessas capas. Outro exemplo: suponha que você esteja escrevendo um livro. Se você não é um autor conhecido, vai ter dificuldades de conseguir que alguma editora o publique ou terá que gastar um bom dinheiro com uma gráfica e suar para conseguir vender alguns exemplares. Por outro lado você pode procurar uma editora ‘virtual’, que disponibiliza os livros para venda em formato digital ou impressos sob demanda. Não vai vender como um Paulo Coelho, mas vai gastar pouco e talvez consiga algum sucesso que permita que alguma editora o publique depois.

A democratização da geração de conteúdo na internet tem outro colaborador importante: a publicidade online. Com alguns poucos Reais você pode comprar, por exemplo, links patrocinados no Google, pagando somente se alguém clicar no seu anúncio. O nosso amigo das capas plásticas para disco de vinil poderia escolher as palavras “capa disco vinil” e ganhar visitas a seu anúncio de pessoas que procurarem essas palavras no Google.

Resumindo, hoje é possível que uma boa idéia tenha seu lugar ao sol. É muito barato colocar um site no ar, anunciar um produto, divulgar seus textos. Embora ainda seja difícil tornar-se uma celebridade nacional, todos podem buscar sua fatia na long tail.

30, junho, 2007 at 4:11 pm 1 comentário


Cadê o texto que eu vi aquele dia?

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