Posts filed under 'Tecnologia'
A briga pelos notebooks ultrafinos
Em um post anterior, comentei sobre dois notebooks ultrafinos, com destaque para o MacBook Air. Hoje saiu a notícia que a Lenovo está lançando um produto novo para competir nesse filão. É o ThinkPad X300. A espessura é maior que a do MacBook Air, mas ele é mais leve (pesa 1,31kg) e com alguns recursos interessantes. A principal vantagem é que o X300 vem com gravador de DVD, calcanhar de Aquiles do MacBook Air. Além disso tem leitor de digital, 3 portas USB e bluetooth. Pesando contra, vem o preço, que começa em salgados R$7.999,00.
Mais informações no IDGNow!.

Add comment 28, Fevereiro, 2008
O carro movido a ar comprimido da MDI
Imagine um carro tão ecologicamente correto que o gás expelido pode ser usado para alimentar o sistema de condicionamento de ar do veículo. Imagine ainda que você gasta R$4,00 para rodar com ele por 200km. E imagine que você possa comprar esse carro por R$18.000,00. Tentador, não?
Isso é o que promete o carro a ar comprimido da francesa MDI, de Guy Nègre, ex-engenheiro da Fórmula 1. O motor movido a ar comprimido não é nenhuma novidade; muito pelo contrário, foi criado no século XIX. Mas esse tipo de motor sempre teve uma limitação: ou a autonomia seria muito baixa ou o reservatório deveria ser enorme. E é aí que surge o ‘pulo do gato’ da MDI: o motor comprime o ar atmosférico. O ar comprimido do reservatório é usado em pequena quantidade para gerar a compressão do ar atmosférico e assim aumentar em muito a viabilidade do projeto. Além disso, um sistema de biela especial, criado pela MDI, mantém o cilindo em compressão por quase metade do ciclo,
aumentando a pressão do ar. Esse tipo de veículo é chamado de CAT (Compressed Air Techonogly).
A idéia da MDI é fabricar o carro em um sistema de licenciamento. O investidor entra com o dinheiro e a MDI monta a fábrica. Os primeiros carros já estão sendo fabricados na Índia, pela TATA. Ao todo, são 500 licenças pelo mundo (sete no Brasil), com 70 já reservadas.
Obviamente, o veículo tem suas limitações. O motor tem apenas 2 cilindros de 500 cc, com potência de 25cv. Também possui apenas duas marchas: para frente e ré e não passa dos 130km/h.
São 4 modelos previstos: um carro “família”, um taxi, uma van e uma pickup. Claramente o foco principal são veículos de trabalho, mas não há como negar que não há espaço para esses carrinhos nas ruas de alguma metrópole poluída de terceiro mundo.

11 comments 11, Fevereiro, 2008
e-lixo: Projeto de lei prevê que fabricantes e importadores sejam responsáveis pelo descarte de produtos eletro-eletrônicos
Em Novembro/07, postei aqui um artigo falando sobre a reciclagem de computadores. Hoje, o TI Inside publica reportagem sobre o projeto de lei do deputado Carlos Bezerra, que transfere para produtores e importadores a responsabilidade pelo descarte de produtos eletro-eletrônicos.
O fabricante/importador teria que conseguir aprovação de um plano de coleta/reciclagem/descarte na autoridade ambiental competente antes de vender/importar o produto.
É uma excelente notícia. Vamos torcer para que o projeto seja aprovado.
Add comment 30, Janeiro, 2008
Viral: Faça sua legenda de Heroes
Para promover a segunda temporada do seriado Heroes, o Universal Channel criou uma capanha interessante. Você pode criar as legendas para um trecho do filme e mandar para seus amigos. Não chega a ser inovador. Algumas outras iniciativas do passado já fizeram interação, algumas com resultado surpreendentemente bom. Pessoalmente, a Tauagem da Boa é imbatível. Veja abaixo os links:
Crie sua legenda de Heroes
Selecione um dos trechos disponíveis e crie sua legenda.
Tatuagem da Boa
Para tirar sarro de um amigo, coloque seu nome e o dele em tatuagens que aparecem no vídeo.
Heineken Draughtkeg
Realize seu sonho de ser um dançarino nessa balada futurista.
Ponto Mobi
A empresa de projetos de mobilidade criou um viral, inspirado no case da Opel, em que, no vídeo, os personagens ligam para o celular que você informar.
Add comment 28, Janeiro, 2008
MacBook Air: sonho de consumo
Realmente é de dar coceira nas mãos o novo notebook da Apple. O MacBook Air tem menos de 1 polegada de espessura e menos de 1,5kg de peso. É muito fino. Impressionantemente fino. Para dar mais vontade ainda de ter, o touchpad tem as mesmas funcionalidades do iPhone, permitindo girar, dar zoom, etc., deslizando os dedos. E tem uma versão, que custa quase o dobro do preço, com HD de estado sólido de 64GB, sem partes móveis. Obviamente, para conseguir manter essa espessura, algumas coisas ficaram de fora, como o leitor/gravador de DVD. Cheia de sacadas, como é típico da Apple, tentam vender a limitação de forma positiva: criaram uma locadora virtual, via iTunnes, criaram um software para criar um disco virtual em outros micros (Mac ou PC) e lançaram mais uma geringonça: um HD externo wireless, de 500GB, a Time Capsule (que custa US$299,00). Para facilitar essa comunicação, a placa de rede tem um novo padrão mais rápido, o 802.11n.
O MacBook Air ainda não está disponível. A loja virtual da Apple faz pré-venda e promete a entrega para Fevereiro. Custa US$1.799,00 ou US$3.098,00 (versão com HD de estado sólido). O preço, a presença de apenas uma porta USB 2.0 e a falta do drive de DVD têm sido os principais alvos dos críticos. De fato, por um quarto desse valor, pode-se comprar um Asus eee PC, menor (7 polegadas), mais leve (menos de 1kg), mas com uma configuração bem mais modesta (resolução de tela bem ruim e apenas 4GB de armazenamento).
Veja algumas fotos abaixo.
MacBook Air




1 comment 28, Janeiro, 2008
XO: O notebook de cem dólares
Decidi prestar uma homenagem ao OLPC (One Laptop per Child) e contar um pouco sobre esse projeto. Como isso acontece fora do Brasil, muita gente não está bem informada a respeito, então, esse vai ser um post bem básico.
Resumindo: Nicholas Negroponte fundou uma ONG, chamada One Laptop per Child, cuja
missão é promover a educação através da informática em todas as partes do mundo. Para isso, ele idealizou um computador portátil, batizado de XO que deveria custar US$100 e que permitiria que qualquer criança no planeta tivesse acesso à tecnologia. Segundo Negroponte, em uma das suas frases inspiradas, “É um projeto de educação, não é o projeto de um laptop”.
Sem contar o aspecto social do projeto, a tecnologia do aparelho já é de encher os olhos.
O processador é um AMD de 433Mhz. O interessante é que não há disco rígido. Como uma das premissas do projeto é que o equipamento seja robusto, as partes móveis foram suprimidas. Um flash drive de 1Gb faz as vezes de disco. O micro ainda tem 256Mb de memória. A tela é fantástica: 7,5 polegadas com a incrível resolução de 1200×900 pixels (acima de um notebook “normal”), resultando em uma densidade de 200 pontos por polegada. Além disso, a tela possui um modo monocromático para poupar energia e ter maior visibilidade em ambientes externos (pois faz parte do projeto a idéia de que o equipamento sirva de suporte para comunidades que não têm salas de aula fechadas).
A placa de rede é interessantíssima: além de ter um alcance maior que as placas dos outros computadores, ela suporta o protocolo 802.11s (Mesh), novidade sensacional. Com ela, os micros entram em rede permitindo compartilhamento de recursos. Um laptop no meio do caminho, mesmo desligado, serve de ponte para que outros dois possam se conectar. Ou seja, se um micro tem conexão à internet, outros que estejam em rede podem navegar juntos. Da mesma forma, podem desenhar juntos, escrever juntos. Um convite à integração.
A interface redefine a metáfora atual que temos de uso de um computador. É totalmente diferente e intuitiva. É gráfica, para que mesmo quem não sabe ler ainda possa usar e permite visualizar os laptops em rede para saber quem está trabalhando junto em alguma tarefa. É possível navegar na internet e inserir comentários junto com outros usuários.
Quanto ao consumo de energia, o XO consome menos de 2W, um décimo de um notebook
normal. O consumo de energia é considerado crítico, pois o projeto prevê que ele possa ser usado onde não exista eletricidade. Para isso, Negroponte idealizou uma manivela para permitir recarregar a bateria mecanicamente. A manivela ainda não foi viabilizada, mas o projeto persegue uma forma alternativa de energia para o equipamento.
Nos atuais níveis de produção, o custo do XO ainda não atingiu os US$100, está no dobro disso. No site do projeto é possível doar o equipamento para alguém em alguma região alvo do projeto (você pode escolher o lugar para onde vai a sua doação) usando Paypall.
Dificilmente se vê uma iniciativa tão comovente, bem intencionada, inovadora e promissora como o OLPC. Se você não pode contribuir, pelo menos visite o site. No mínimo você vai ver o mundo com outros olhos.
Add comment 23, Janeiro, 2008
O banco da sua vida no celular
O Banco Real lançou no final do ano o Real Celular Banking, uma solução de acesso a conta
corrente através do aparelho celular. Diferentemente de outras iniciativas já tentadas no passado por vários bancos, não se trata de um site Wap e sim de um aplicativo residente no aparelho. Segundo Sandro Pucci, Coordenador das iniciativas de Mobile do banco, as vantagens são inúmeras. Primeiro, o custo para o cliente. Como as telas estão no aplicativo, só se paga pelo tráfego das informações. Além disso, a usabilidade é melhor, sendo mais fácil acessar e usar a ferramenta. Rafael Taqueda, também envolvido no projeto, a segurança é igual ou até maior do que o internet banking. Um dos desafios é garantir a compatibilidade com os diversos aparelhos e operadoras existentes no Brasil. Para isso, o banco contratou Mario Miguel, ex-Claro, que avaliou as diferentes tecnologias e desenhou a melhor forma de disponibilizar o aplicativo em cada aparelho. “O mercado é muito pulverizado. Foi uma vitória conseguir cobrir cerca de 40% da base de celulares do Brasil, treinar a equipe de suporte e montar conteúdo de apoio ao cliente, tudo no prazo exíguo que tínhamos”, diz Mario.
Agora que eu não vou na agência mesmo!
1 comment 7, Janeiro, 2008
e-lixo: o que fazer com os computadores velhos
Hoje em dia, nossos computadores duram cada vez menos. Novos softwares exigem mais hardware e, quando o upgrade não resolve acabamos por trocar o micro por um novo. Segundo a Intel, em reportagem no IDGNow!, este ano serão vendidos 9,3 milhões de computadores no Brasil, um crescimento de quase 40% em relação a 2006.
Esse movimento gera uma quantidade enorme de computadores usados que às vezes consegue-se vender ou doar mas, em muitos casos, acaba no lixo. O problema é que esse tipo de resíduo, que já começa a ser chamado de e-lixo, é rico em metais pesados e outras substâncias nocivas. Para se ter uma idéia dessa relação, estima-se que nos EUA, o e-lixo representa 2% de todo o lixo gerado e 70% do lixo tóxico.
Para amenizar esse problema, em muitos países a responsabilidade pela reciclagem desses materiais é atribuída aos fabricantes. Por aqui, apenas pilhas e baterias possuem uma legislação que regulamente o seu descarte. Apesar disso, algumas empresas, como IBM e Dell criaram programas para retirar computadores usados e promover a sua reciclagem. São ainda iniciativas tímidas. Se você comprar um computador da Dell lá fora, no final do formulário existe uma opção “retirar meu computador usado”.
Bom, mas e você que tem um computador encostado, que talvez não seja Dell ou IBM e não sabe o que fazer com ele? Provavelmente não quer vê-lo indo parar em um lixão. A saída é o Cempre, Compromisso Empresarial para Reciclagem. O Cempre é uma iniciativa de diversas empresas como Alcoa, Coca-Cola, Carrefour, Sadia, Unilever etc. para promover a reciclagem. Além de ensinar as cores e símbolos ligados à reciclagem, faz treinamentos de conscientização, disponibiliza manuais e cartilhas para crianças, informa preços de materiais reciclados e disponibiliza informações detalhadas sobre a reciclagem de vários tipos de resíduos. Ah… e divulga a lista das cooperativas que reciclam equipamentos eletroeletrônicos.
Então, antes de colocar seu computador velho em um saco preto na porta de casa, acesse o site do Cempre e encontre a cooperativa mais próxima. O planeta agradece.
1 comment 12, Novembro, 2007
Flock, o browser da Web 2.0
Foi lançado o Flock, o ‘browser das redes sociais’. Disponível para Windows, Linux e Mac, o Flock possui interface com os principais sites 2.0. Você pode logar no Youtube, Flickr, Facebook, etc., e ficar sabendo quando seus amigos entram, postam fotos e vídeos. Além disso, você pode arrastar e soltar conteúdo de um site para outro, postar conteúdo diretamente no seu blog, receber RSS. Pelo menos isso é o que o site conta. Acabei de instalar o browser e posto aqui algumas das minhas opiniões.
1. O browser é lento. Pode ser impressão, falta de cache (afinal acabei de instalar) mas a sensação é que demora mais para carregar uma página do que em outros browsers.
2. Aparentemente, por trás está rodando o Firefox. Vou procurar saber mais. Se alguém tiver informação, eu agradeço.
3. Para quem tem blog, basta cadastrá-lo (aceita blogger, WordPress e outros) e postar diretamente. Tem uma interface bonitinha, sem precisar acessar o site. Ao clicar em ‘publish’, ele pergunta em qual blog você quer postar, quais as tags a serem associadas e pronto. Parece bom.
4. Além de possuir um sidebar com os RSS cadastrados, ao entrar em um site que possua RSS, um ícone laranja ’se acende’ e você pode prever o conteúdo que o site provê.
5. Ao lado da barra de endereços tem um botão que permite mandar o endereço por email. Mas é apenas o conhecido ‘mailto:’. Queria poder mandar do meu Gmail. Aliás, senti falta de acessar meu Gmail diretamente.
6. Os brasileiros vão sentir falta de uma conexão com o Orkut.
7. Dá para arrastar fotos do computador para sites como o Flickr e vice-versa. Ainda estou aprendendo, mas já consegui fazer um upload direto para o Flickr e navegar no media bar, vendo as minhas fotos online. Daí é só selecionar uma imagem, escolher ’share’ e mandar direto pro blog. Gostei!
Vou continuar explorando um pouco mais o Flock. Se tiver grandes novidades, volto aqui para contar. De qualquer forma, ninguém pode negar que foi uma bela sacada. Vamos ver se cai nas graças do povo e o software se mantem.
1 comment 5, Novembro, 2007
Rede Social Genealógica
Vi ontem no IDGNow! e fui lá conferir. O site GeneTree foi criado para aproveitar a onda das redes sociais. O mote é encontrar familiares distantes, montar sua árvore genealógica e, hummm…, compartilhar fotos e vídeos, que ninguém é de ferro. O destaque para mim é: o site não pretende ganhar dinheiro vendendo links e banners. O site vende testes de DNA! Isso! Se você pagar US$99 ou US$149 (dependendo da complexidade do teste) você faz o teste e pode procurar pessoas que talvez sejam familiares seus que você desconhece. Achei ousado. E achei criativo. Adoro cases onde o mundo ‘físico’ encontra seu espaço no ‘virtual’. O GeneTree era um site de exames de paternidade, que se diz o primeiro site a oferecer testes de paternidade online. O Ele se fundiu com o Identigene e a empresa resultante é quem criou o novo site. Vamos acompanhar.
1 comment 25, Outubro, 2007